Eduardo Agni fala sobre a semântica do HTML5 na Campus Party

Hoje pela manhã, na palestra “A Semântica do HTML5: a web 3.0″, Eduardo Agni falou sobre o HTML5 e seu possível lançamento ainda este ano. Discorreu sobre o papel da W3C na orientação dos padrões de desenvolvimento para web, destacando a resistência dos desenvolvedores aos novos padrões. Esta resistência tem como conseqüência a elaboração de “códigos sujos”, deixando-os demasiadamente longos com informações desnecessárias, não dando a importância adequada à utilização, formatação e funcionalidade das tags HTML.
Em seguida, Eduardo explicou a importância da separação em camadas dos arquivos HTML, Javascript e CSS que, uma vez mesclados, dificultam o desenvolvimento e a manutenção das páginas. Também observou que a maioria dos softwares não se preocupam em gerar códigos adequados à websemântica. Este procedimento de separação do HTML, Javascript e CSS em camadas, permite que as páginas sejam carregadas mais rapidamente (redução do tempo em até seis vezes), tendo em vista seu armazenados em cache nos navegadores. Além disso, esta separação permite fornecer uma formatação mais dinâmica e versátil para diferentes tipos de mídia, melhorando a indexação do HTML pelos mecanismos de busca e reduzindo o tamanho dos arquivos, economizando assim, largura de banda e custos com hospedagem.
A elaboração adequada do HTML também melhora a taxa de conversão, o tempo de carregamento das páginas e o posicionamento orgânico nos mecanismos de busca, devendo ser priorizado em relação ao CSS e ao Java. Muitas vezes, a preocupação com a parte visual (não perceptível ao usuário) traz o problema da troca na seqüência dos conteúdos. Ao se utilizar tabelas para este fim, por exemplo, o texto fica dividido em células, dificultando a leitura dos indexadores. “É como se eu misturasse os capítulos de um livro”.
Outro destaque foi o papel da elaboração adequada do HTML na interoperabilidade entre pessoas, máquinas e a intragração entre as diversas bases de dados que exigem um código semântico organizado, que devem ser construídos visando a sincronia dos diversos sistemas.
Na seqüência, Eduardo explicou os procedimentos de recomendação dos padrões da W3C, observando que a adoção definitiva do HTML5 (ainda em fase de construção e desenvolvimento por uma ampla rede colaborativa) deverá acontecer somente em 2012. Atualmente já existem páginas que estão testando o HTML5, mesclando-os com as versões anteriores.
Um dos avanços do HTML5 são as funcionalidades das novas tags com atributos de controle e execução automática, inclusive para áudio e vídeo (de forma aberta, evitando padrões fechados como o Flash).
Os slides da apresentação e indicações para artigos podem ser encontrados no site de Eduardo Agni: http://www.agni.art.br/palestra-a-semantica-do-html5/

Sobre arakinmonteiro

Pesquisador com foco nas temáticas: Trabalho, Cultura e Internet.
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4 respostas para Eduardo Agni fala sobre a semântica do HTML5 na Campus Party

  1. Agni disse:

    Cara, gostei do post. Fico feliz que tenha gostado da palestra.
    Um abraço…

  2. Ótimo post, foi como ter assistido a palestra. o Eduardo é um fera do desenvolvimento e eu o respeito por sua dedicação ao que faz..

  3. Pingback: Palestra: A semântica do HTML5 | Agni.art

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